Medicamentos podem ficar 12,5% mais caros
- 31 de mar. de 2016
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Os medicamentos podem ficar até 12,5% mais caros em todo o país a partir de hoje.
A previsão foi feita pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
Pela primeira vez em 10 anos, o aumento pode ficar acima da inflação (de 10,67%, em 2015). O cálculo para definir o reajuste dos remédios é feito pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula alta de 10,36% em 12 meses até fevereiro.
Em nota, o Ministério da Saúde não confirma essa previsão de aumento e afirma que o prazo para divulgação do reajuste nos medicamentos encerra nesta quinta-feira. A pasta destaca que uma resolução define o possível índice máximo de aumento e que a indústria farmacêutica pode regular os preços, inclusive abaixo do percentual previsto.
"O índice deste ano ainda não foi publicado, mas, conforme a legislação, levará em consideração critérios técnicos como a produtividade da indústria, a variação de custos dos insumos e a concorrência dentro do setor, além da inflação do período", diz o comunicado.
De acordo a assessoria de comunicação social da pasta, há um período para que as indústrias atualizem os preços, ou seja, não necessariamente o aumento entrará em vigor nesta sexta-feira, 1º de abril. O reajuste deve ser gradual conforme as farmácias forem renovando os estoques, de acordo com a associação.
Para a Interfarma, a produtividade da indústria foi negativa e a crise econômica tem afetado o setor farmacêutico. Outros fatores que contribuem com o aumento é a desvalorização do real frente ao dólar e os aumentos no valor da energia elétrica.
"O cálculo do governo mostra com clareza que até a indústria farmacêutica, normalmente menos prejudicada por crises econômicas, está sendo atingida pelo momento difícil que o Brasil enfrenta", comunicou Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma em nota divulgada pela associação.
Fonte: Diário Gaúcho


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